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Voltar04/02/2019

Arquitetura e Engenharia Militar é tema de palestra na AEAS

Imagem Arquitetura e Engenharia Militar é tema de palestra na AEAS

A Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos (AEAS) recebe a palestra gratuita ‘Arquitetura e Engenharia Militar – por elas veremos o Brasil edificado’ no próximo dia 28 de março de 2019 (quinta-feira), a partir das 19h30, com uma explanação sobre o projeto Educação Patrimonial: fortes, fortalezas e integração nacional pelo professor emérito da Universidade Católica de Santos, Elcio Rogerio Secomandi.

As inscrições estão abertas pelo e-mail aeas@aeas.com.br ou pelos telefones (13) 3288-1110 e (13) 3288-2517.

Entenda o assunto
O Estado de São Paulo criou o “Circuito Turístico dos Fortes” com o objetivo de incentivar o turismo histórico-militar. O Circuito dos Fortes envolve oito (8) bens patrimoniais da União, construídos ao longo dos séculos XVI, XVIII e XX para atuarem como sistema defensivo do Porto de Santos. Hoje, a defesa em pontos fixos tornou-se obsoleta e as fortificações sobreviventes estão sendo administradas de forma compartilhada: Ruínas do Forte São Luiz (IPHAN/SP), Fortaleza de Itapema (Alfândega de Santos), antigo Forte da Estacada, hoje Museu de Pesca (Governo do Estado de São Paulo), Casa do Trem Bélico (Prefeitura de Santos), Fortaleza de Santo Amaro (Prefeitura de Guarujá), Forte São João (Prefeitura de Bertioga), Forte dos Andradas e Fortaleza de Itaipu (hospedeiras de unidades modernas do Exército Brasileiro). 

A singular diversidade administrativa, por um lado, dificulta a oferta de “pacotes fechados”; por outro, estimula a criatividade e a programação que melhor se adapte a cada um dos conjuntos arquitetônicos de origem militar. Este “arranjo arquitetônico” para fins turísticos, assemelha-se a uma polianteia, como flores diversas num mesmo vaso, apreciadas uma a uma.

Dois exemplares deste sistema defensivo poderão ser reconhecidos pela UNESCO - Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – como Patrimônio Cultural da Humanidade. O Forte São João (1551), Bertioga, e a Fortaleza de Santo Amaro (1583), Guarujá, foram incluídos num “conjunto de bens seriados” composto por 19 fortificações que permeiam o vasto perímetro do Brasil. 

Neste contexto histórico, o Estado de São Paulo poderá ter os dois primeiros títulos de “valor universal excepcional” a serem acrescidos aos 14 bens culturais já reconhecidos em outras unidades da federação. Na comprovação do “valor histórico-cultural”, o Forte São João, primeiro Forte Real do Brasil, deu guarida à esquadra de Estácio de Sá para expulsar os franceses do Rio de Janeiro (1565), garantindo assim a unidade do atual território nacional e a Fortaleza de Santo Amaro, surgiu no início do período de união das coroas ibéricas (1580-1640), com projeto de Bautista Antonelli, membro de uma família construtora de fortificações na Europa, África e América, quase todas, Patrimônio Cultural da Humanidade.
Para alcançar o reconhecimento universal, o esforço agora está centrado no “pertencimento” – ou seja, no valor simbólico das fortificações coloniais erguidas para “repelir inimigos” e que, hoje, se abrem para “receber amigos/as”.

Esta postura de valorização, este “novo olhar” da sociedade local será fundamental para a verificação “in loco” do dossiê que está sendo elaborado por 14 membros representativos dos órgãos públicos (federal, estadual e municipais) e de instituições culturais e educacionais, os quais prestam um "serviço público relevante” sem qualquer remuneração.